

Prompt / Lyrics
Cheff O mundo nunca parou, o homem nunca quis parar, sempre a correr atrás do poder, pisando tudo sem olhar. Assalta a terra, rouba o pão, chama progresso à destruição, pra matar inventa desculpa, pra ferir chama de nação. O mundo está perdido, o homem perdeu o juízo, repete o erro no mesmo lugar como se o sangue fosse aviso pequeno. Nunca aprenderam a falar, só sabem berrar e mandar, puxa aqui, arrebenta ali, como se a dor fosse normal. Rasgando mapas com canetas, decidem quem vai viver, mas no chão ficam corpos pequenos que ninguém quis defender. Crianças dormem com o medo, acordam com o som do trovão, não é chuva que cai do céu, é bomba, fogo e condenação. Brinquedos viram destroços, escolas viram pó, a infância acaba cedo quando a guerra bate à porta só. O mundo vê pela televisão, muda de canal, vai jantar, como se a dor fosse um filme que dá pra desligar. Deixa o homem sofrer? Não. Deixa a criança sangrar. Ela nunca escolheu a guerra, mas aprende cedo a odiar. Meia hora no lugar dela, meia hora sem proteção, meia hora sem pai nem mãe, só medo, fome e escuridão. Será que aí o homem aprende? Será que o orgulho cai no chão? Ou só entende a dor do outro quando sente na própria mão? Enquanto isso o mundo gira, os líderes fingem rezar, falam de paz em microfones com as mãos sujas de matar. O homem esqueceu que é homem, virou número, virou cifrão, e a criança da guerra cresce sem infância e sem perdão. Até quando esse ciclo segue? Até quando o céu vai arder? Se nem o choro inocente faz o mundo se arrepender.
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Dark, cinematic trap beat with distant church bells and low choir swells, male vocals in an intense half-rap delivery. V
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No
1/20/2026