

Prompt / Lyrics
🔥 LETRA AUMENTADA – PROTESTO / DESABAFO Hoje eu paro e olho pra trás, não por saudade, mas pra não esquecer a injustiça que tentaram normalizar. Um homem simples, um homem de palavra, que deu tudo ao meu chefe: força, suor, tempo, vida. Trinta e cinco anos. Trinta e cinco invernos a aguentar ordens, trinta e cinco verões a levantar empresa, trinta e cinco anos a construir um nome que não era o dele. Veio o sistema novo. Veio o computador. Veio a frieza. E de repente o homem já não servia. Então o meu chefe, pequeno por dentro, juntou-se a um racista — porque covarde nunca anda sozinho — e decidiram que o lugar daquele homem era no lixo. Não no lixo simbólico, no lixo real. Vassoura na mão, humilhação no olhar, como se décadas de trabalho não valessem nada. Como se o homem fosse descartável. Como se a dignidade tivesse prazo. Como se a gratidão fosse um erro. Depois disso, o meu chefe vem ter comigo. Peito cheio, voz falsa, manda-me tirar as chaves, acha que manda em mim. A minha resposta saiu limpa: vai à merda. Mais tarde chega uma carta. Papel frio, palavras podres, cheia de falta de respeito, a dizer quem mandava em mim. Mas eu não sou empregado do medo. Não sou escravo de papel. Não abaixo a cabeça pra quem vende a alma por poder. A minha resposta não precisa de envelope: apanha vergonha. Foste falso com o homem que te deu tudo quando não tinhas nada. Usaste-o, gastaste-o e depois cuspiste fora. Essa carta não me define, não me cala, não me compra. Enfia essa carta no rabo — é o lugar perfeito pra quem perdeu o caráter, pra quem confunde chefia com abuso, pra quem acha que humilhar é sinal de força. Porque respeito não se manda, conquista-se. E dignidade não se tira, carrega-se até o fim.
Tags
pop, electro, rock, alternative rock, hard rock, male
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No
1/26/2026